13˚ Congresso Brasileiro de Convention & Visitors Bureaux abordará temas atuais no setor do turismo e economia

Convivendo com a pandemia há mais de um ano, o turismo nacional apesar das dificuldades que o atual momento impõe não deixou de funcionar. Empresários, profissionais de diversas áreas e estudantes irão compartilhar conhecimentos sobre economia, saúde e turismo no 13˚ Congresso Brasileiro de Convention & Visitors Bureaux que acontecerá nos dias 17 e 18. Por ser realizado através de videoconferência, o evento contará com grandes nomes, dentre outros o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga que abordará assuntos como a pandemia e os seus efeitos no turismo.

De acordo com o Presidente do Brasil Convention & Visitors Bureaux, Márcio Santiago de Oliveira, o evento tem como temática central o turismo nacional. “O turismo por ser uma atividade ampla acaba interferindo em vários segmentos da economia. Nós iremos abordar vários pontos na área econômica, na área da saúde, na área da infraestrutura, pela estrutura rodoviária, aérea e também naval”, informa.

Márcio Santiago vê a vacina como um grande passo para manutenção dos empregos. “O setor não foi omisso, ajudou a construir soluções. Agora estamos na espera para liberação das vacinas que já estão chegando, são experimentais ainda, mas trazem um alento para quem trabalha e por isso que nós temos no congresso um painel de saúde para exatamente tratar disso”, acrescenta.

O Congresso nos dois dias de realização irá expor temas como: “Futuro e Desafios da Hotelaria e Turismo” (Palestrante: Guilherme Paulus, Fundador da CVC e do Grupo CJP), “A Atuação do SEBRAE e a Perspectiva do Segmento de Eventos (Palestrante: Cesar Rissete, Gerente da Unidade de Competitividade do SEBRAE), “A Retomada do Turismo Mundial (Márcio Favilla (Economista, Sócio Fundador da DAELEX, Consultoria de Investimentos e Negócios), “Perspectivas do Transporte Aéreo Brasileiro (Painelistas: José Luiz Felício Filho (Presidente da Pass Linhas Aéreas e John Rodgerson (Presidente da Azul Linhas Aéreas), “Saúde e Turismo (Painelistas: Dr. Marcelo Queiroga (Ministro da Saúde) e Dr. Carlos Eduardo de Oliveira Lula (Presidente do CONASS, Conselho Nacional de Secretários de Saúde) ,“O Turismo no Congresso Nacional” (Painelistas: Presidentes e ex-Presidentes das Comissões de Turismo do Senado e Câmara Federal) e outros.

Há uma grande expectativa para dias melhores no turismo e o presidente do Brasil do C&VBx vê com otimismo o quadro atual frente à pandemia e a preocupação do governo com o setor. “Elas são muito boas, existe uma situação de contenção, está tudo muito represado. Existe já uma pesquisa de demanda de interesses que está muito acentuada. A gente acredita que a partir do ano que vem irá melhorar, esse ano ainda teremos muitas dificuldades, mas no próximo com certeza as coisas devem melhorar com as vacinas. Com relação ao que vai oferecer será muito entusiasmo por enquanto. Existe muita expectativa, o setor está animado, apesar de todas as dificuldades, mas o que existe é uma boa expectativa. O turismo tem que se reinventar nas questões de tratamento, eu acho que isso também está servindo para que a gente repense procedimentos. A carga de sofrimento que foi imposta no setor foi muito alta, observamos que as pessoas, políticos e autoridades que não olhavam para o turismo com um olhar mais atento, hoje passaram a olhar, quer dizer, viu que o setor gera muitos empregos e com essa situação o desemprego foi enorme e a gente observa que prefeitos, vereadores, deputados estaduais, federais, governadores, o próprio Presidente tem colocado na pauta o assunto turismo, porque o turismo faz tudo aquilo que a gente já sabe, geração de riqueza, distribuição de renda, geração de empregos, qualidade de vida”, disse.

O mundo mudou em todos os sentidos, a pandemia fez com que as relações e os setores se readequassem à nova fase no quesito de higiene e cuidado. Para Santiago o momento atual fez com que as indústrias focassem na saúde. “O ponto que isso vai mudar a indústria também esta se reinventando com novos equipamentos, novos sistemas de proteção, filtragem de ar, tudo isso é provocado pela pandemia. O fabricante e a indústria pensando dessa forma, as pessoas também terão que repensar no setor de eventos, com mais cuidado, adotando equipamentos que a própria indústria passará a oferecer que auxiliem na filtragem do ar condicionado, na entrada dos eventos com todo processo de ter que passar num túnel para sofrer uma assepsia, isso a indústria está correndo atrás e isso vai impactar na qualidade de vida e será algo natural.”, explica.

Para o presidente do C&VBx a educação e a capacitação no setor do turismo que já era essencial tornaram-se imprescindíveis, por conta das mudanças que afetaram diretamente os setores. “Acho que hoje não existe no setor um ex-aluno, hoje todos são alunos, todos têm que aprender, tem que voltar a estudar, se informar. Isso vai ser algo positivo que nós vamos aprender com o que estamos vivendo. O sofrimento causa essa evolução, infelizmente isso é uma realidade. A questão da capacitação ela vai ser fundamental como já vinha sendo no mercado competitivo que a gente vive. As pessoas têm que estar reciclando, reaprendendo com o intuito de buscar alternativas que possam maximizar os seus negócios”, disse.

De acordo com Márcio Santiago, quem ainda não está habituado com a tecnologia e a computação irá ser prejudicado. Por conta da modernização impulsionada pelo momento novo que o mundo está vivendo, as pessoas foram “obrigadas” a mexer e entender mais de equipamentos como computador, microfone e câmera. De acordo com Márcio Santiago existe a necessidade de readequação na forma de se relacionar. “As palestras, a tecnologia com as plataformas de comunicação de videoconferência, as pessoas estão tendo que melhorar os seus equipamentos de comunicação, até o microfone, o teu fone de ouvido, o teu computador, o teu celular, isso tudo hoje vai ser muito fundamental para que haja uma comunicação fluída, que possa acontecer de forma com qualidade. Hoje quem entra numa live com uma câmera ruim, ela passar a ter dificuldade na manifestação, se tem um sinal de internet ruim ou se o som não sai direito. Eu já vi muitas pessoas serem excluídas do evento porque não sabiam operar, deixava o microfone aberto, barulhos e com comentários inadequados, essas pessoas terão que repensar. Esses são os pontos positivos que a pandemia acabou fazendo de forma dolorosa, as pessoas tem que repensar processos pessoais e tecnológicos”, disse.

.O site para inscrição é https://www.sympla.com.br/13-congresso-brasileiro-de-convention-and-visitors-bureau__1227530Os , estudantes R$50,00 e para todos profissionais R$100,00.

Entrevista com Márcio Santiago de Oliveira, Presidente do Brasil Convention & Visitors Bureaux:

Rotas RJ: – Qual a temática central do 13˚Congresso Brasileiro de C&VBx?

Márcio Santiago: – A temática é sempre o beneficio do turismo nacional. O turismo por ser uma atividade ampla acaba interferindo em vários segmentos da economia. Nós iremos abordar vários pontos na área econômica, na área da saúde, na área da infraestrutura, pela estrutura rodoviária, aérea e também naval. Nós temos um grupo de palestrantes bastante compromissados e competentes. O conteúdo pragmático do evento está bastante forte. Estamos sempre melhorando o nosso evento. Vamos abordar temas em torno da recuperação do turismo e o momento atual nacional.

Rotas RJ: – No  12˚ Congresso Brasileiro de C&VBx os temas abordavam desafios, mudanças e insegurança no futuro do turismo. Este ano é percebido que os assuntos tratam basicamente de recuperação e confiança no setor. O que o senhor atribui essa melhora?

Márcio Santiago: – O brasileiro tem a profissão esperança e a gente percebe que existe uma quantidade de pessoas que estão desprezadas, querem sair, querem passear, querem viajar, querem fazer negócios. O setor de negócios da construção civil e os demais estão evoluindo, se observar os indicadores econômicos, já percebemos uma boa melhora. No setor de turismo existem muitas pessoas se movimentando, se preparando.

Rotas RJ: – Aumentou a preocupação com a saúde no setor do turismo. O senhor acredita que os estabelecimentos (hotéis, restaurantes e bares) estão preparados para essa mudança?

Márcio Santiago: – O setor se preparou nesse período de pandemia, não ficou parado apesar de todo sofrimento, nós ficamos muito focados na recuperação, na proteção, nos protocolos e todos nós estamos muito atentos a isso. Desde o transporte aéreo, restaurantes e hotéis. O setor não foi omisso, ajudou a construir soluções. Agora estamos na espera para liberação das vacinas que já estão chegando, são experimentais ainda, mas trazem um alento para quem trabalha e por isso que nós temos no congresso um painel de saúde para exatamente tratar disso. Estamos com o convidado, o ministro da saúde Marcelo Queiroga, que deve trazer novidades em relação ao que o Ministério da Saúde irá propor para o setor. A questão da saúde hoje é um problema central, porque sem saúde você não consegue transitar, por isso estamos focando muito nessa questão, nos protocolos e nas medidas protetivas, que tanto o governo federal, estadual e municipal estão implementando e nós municiando esse segmento político para que adotem legislações pertinentes que proteja não só o pessoal do turismo, mas também o turista.

Rotas RJ: Há expectativa para o turismo no próximo ano? O que o turismo irá oferecer de mudança?

Márcio Santiago: Elas são muito boas, existe uma situação de contenção, está tudo muito represado. Existe já uma pesquisa de demanda de interesses que está muito acentuada. A gente acredita que a partir do ano que vem, esse ano ainda teremos muitas dificuldades, mas no próximo com certeza as coisas devem melhora com as vacinas. Com relação ao que vai oferecer, será muito entusiasmo por enquanto. Existe muita expectativa, o setor está animado, apesar de todas as dificuldades, mas o que existe é uma boa expectativa. O turismo tem que se reinventar nas questões de tratamento, eu acho que isso também está servindo para que a gente repense procedimentos. A carga de sofrimento que foi imposta no setor foi muito alta, observamos que as pessoas, políticos e autoridades que não olhavam para o turismo com um olhar mais atento, hoje passaram a olhar, quer dizer, viu que o setor gera muitos empregos e com essa situação o desemprego foi enorme e a gente observa que prefeitos, vereadores, deputados estaduais, federais, governadores, o próprio Presidente tem colocado na pauta o assunto turismo, porque o turismo faz tudo aquilo que a gente já sabe, geração de riqueza, distribuição de renda, geração de empregos, qualidade de vida. Ninguém vai a um lugar se se sentindo mal, as praias têm que estar limpas, o ônibus tem que estar higienizado, o avião tem que estar mais higienizado, os hotéis também. Há a necessidade de uma melhoria na questão de assepsia dos equipamentos, as pessoas tem que ficar mais atentas a essas proteções, tudo isso vai ser uma contribuição que o setor, do ponto de vista da gestão, desde os equipamentos, do gestor público, do gestor privado, ele vai ter que repensar. Isso vai ser um avanço na questão de asseio pessoal, as pessoas têm que estar com mais cuidado. Antigamente se via certo relaxo, hoje a pandemia, não vou dizer que ela trouxe isso de bom, mas ela provocou e determinou que as pessoas pensassem diferente. É lógico que tem alguns remitentes, que são rebeldes e que ainda continuam fazendo festas clandestinas de maneira inadequada. O ponto que isso vai mudar a indústria também esta se reinventando com novos equipamentos, novos sistemas de proteção, filtragem de ar, tudo isso é provocado pela pandemia. O fabricante, a indústria pensando dessa forma, as pessoas terão que repensar no setor de eventos, com mais cuidado, adotando equipamentos que a própria indústria passará a oferecer que auxiliem na filtragem de ar, do ar condicionado, na entrada dos eventos com todo processo de ter que passar num túnel para sofrer uma assepsia. Isso a indústria está correndo atrás e isso vai impactar na qualidade de vida e será algo natural. Isso já se via na Europa, na Ásia as pessoas usando máscara, achávamos que era exagerado e hoje todos estão usando no Brasil.

Rotas RJ: Na sua opinião, além da capacitação, o que as empresas irão precisar para alavancar a economia e turismo?

Márcio Santiago: Será um fator determinante, todo mundo terá que pensar nos procedimentos e adaptarmos. Acho que hoje não existe no setor um ex-aluno, hoje todos são alunos, todos têm que aprender, tem que voltar a estudar, se informar. Isso vai ser algo positivo que nós vamos aprender com o que estamos vivendo. O sofrimento causa essa evolução, infelizmente isso é uma realidade. A questão da capacitação ela vai ser fundamental como já vinha sendo no mercado competitivo que a gente vive. As pessoas têm que estar reciclando, reaprendendo com o intuito de buscar alternativas que possam maximizar os seus negócios. O turismo é um setor que está sendo muito impactado e que talvez vá ser um dos que tenha a maior mudança de paradigmas. A educação, a cultura e a informação continuam sendo um item importantíssimo na qualificação, na mudança de hábitos e na captação de novos negócios, sem isso a pessoa vai ficando para trás. Houve outro ponto muito importante, com a questão da tecnologia da informação, quem antes não estava receptivo a isso, tem que repensar, tem que se mexer e se informar para que não seja “atropelado”. Tem que estudar, tem que se informar. As palestras, a tecnologia com as plataformas de comunicação de videoconferência, as pessoas estão tendo que melhorar os seus equipamentos de comunicação, até o microfone, o teu fone de ouvido, o teu computador, o teu celular, isso tudo hoje vai ser muito fundamental para que haja uma comunicação fluída, que possa acontecer de forma com qualidade. Hoje quem entra numa live com uma câmera ruim, ela passar a ter dificuldade na manifestação, se tem um sinal de internet ruim ou se o som não sai direito. Eu já vi muitas pessoas serem excluídas do evento porque não sabiam operar, deixava o microfone aberto, barulhos e com comentários inadequados, essas pessoas terão que repensar. Esses são os pontos positivos que a pandemia acabou fazendo de forma dolorosa, as pessoas tem que repensar processos pessoais e tecnológicos, eu acho que isso para os próximos tempos vai ser sine qua non que a pessoa participe de um debate, tenha um bom equipamento, melhore a dicção, fale de uma maneira mais compreensível. Tudo isso são mudanças que o novo cenário irá exigir. O mundo será outro, eu não gosto muito de falar o “novo normal”, inventaram isso no começo e que está sendo muito usado, mas não deixa de ser uma nova situação mesmo e todos terão que se readequar.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.