Conhecendo o  BioParque do Rio de Janeiro

Numa quinta-feira ensolarada de inverno carioca, resolvo visitar o novo jardim zoológico da cidade maravilhosa:o  BioParque,recém inaugurado na Quinta da Boa Vista,zona norte do Rio.O local é de fácil acesso através de transporte público ou  uber/99  ou táxi.Os ingressos devem ser adquiridos previamente no site do parque,em horários pré determinados e espaçados ,devido à pandemia.O processo de compra é fácil e recebo no meu email a confirmação,com o QR code,que deve ser apresentado no check in.

Ao chegar,estacionamos num primeiro estacionamento,que atende também o restaurante local por 20 reais.No check in é solicitado comprovante da faculdade onde a pessoa que me acompanha estuda e sua carteira de identidade.O ingresso custa 40 reais com desconto de 50./. para estudantes e pessoas acima de 60 anos,além de crianças e jovens de 3 a 21anos.

Desde a chegada,notamos que os protocolos de segurança estão em vigor,como uso obrigatório da máscara e aferição da temperatura na entrada.As informações estão em três idiomas:português,espanhol e inglês e há orientações para a visita.A acessibilidade se faz notar.

O espaço é o mesmo do antigo  zoológico ,que sofreu adaptações importantes,para tornar o local mais interativo e sustentável.A sinalização é razoável mas pode ainda ser aprimorada.Os animais estão divididos em segmentos,embora ainda em pequena quantidade.Há colaboradores que vendem ingressos para outros parques do mesmo grupo com desconto em alguns locais e são comercializados por um preço adicional algumas imersões,como a da fazendinha que custa 30 reais para um adulto e gratuita para crianças acompanhadas.Não me pareceu muito adequado tal cobrança adicional ,que precisa ser reavaliada ou informada previamente aos visitantes.

Sinto que o novo layout permite um contato mais próximo com os animais e que as instalações estão cuidadas e limpas.A elefoa é a mesma de outrora e me lembra minha infância tijucana.Os hipopótamos se banham e os macacos se divertem.Alguns animais estão escondidos mas repentinamente aparecem e são fotografados.O flash é ´proibido e há inúmeros locais temáticos para se clicar,com reprodução dos animais.

Uma experiência interessante é a entrada dentro de um viveiro com araras e outros pássaros,que quase nos tocam ao voar.Não é permitido tocar nos animais,nem alimentá-los.

O público é de famílias com crianças ,grande parte do Rio de Janeiro e alguns sotaques mineiros,paulistas e gaúchos.Há pequenas ilhas de alimentação com bebidas,inclusive cerveja e sanduiches.Os banheiros estão limpos e há álcool gel ,para higienização das mãos em vários pontos sinalizados.

Na saída,uma loja com produtos tematizados e preços justos,como camisetas de boa qualidade por 40 reais ,com várias estampas,para citar um exemplo.Gasta-se em média 90 mimutos,para o circuito total .

A sugestão é almoçar no restaurante Quinta da Boa Vista,um  português decorado com móveis e brasões do século 16.O serviço é rápido e a comida de qualidade ,embora não seja barato.É conhecido por seu bacalhau e adega com várias opções.

Um passeio que nos traz paz interior,num ambiente   aberto,com todos os protocolos sendo seguidos e que une um novo conceito de jardim zoológico,prestação de serviço e respeito  pelos animais . Bayard Do Coutto

Boiteux,professor,pesquisador,escritor e funcionário público  é atualemente vice-presidente executivo da Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ e gerente de educação do Instituto Preservale

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